Envolver Comunidade

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Embora muitas vezes pensamos comunidades como bairros, cidades e áreas geográfica, a maioria das organizações fazem parte de mais de uma comunidade relacionadas a distintos esportes. Para construir sua capacidade em lidar com a violência baseada em gênero, pode ser frutífera a parceria com organizações esportivas, incluindo federações, ministérios do Esporte, organismos de governo tanto regionais quanto nacionais. A organização parceira pode, por exemplo, realizar uma oficina para outras organizações-membro sobre como escrever um código de conduta, sobre a criação de espaços seguros para meninas ou como envolver meninos no enfrentamento da Violência Baseada em Gênero?

Um profundo impacto na percepção da disposição e capacidade das meninas - tanto suas próprias percepções quanto a dos outros - pode ser conseguido através da liderança delas na organização e executação de uma estratégia de mobilização da comunidade. Sempre que possível, dê às meninas oportunidade de participar.

  1. Criar Alianças: Parceria e colaboração são cruciais: expandem seu público, sua base de conhecimento, suas possibilidades e sua capacidade. Colaboração efetiva não acontece por acaso mas requer compromisso e ação. Considere todos os ângulos de uma parceria quando for construir sua base de aliados. Incluia outras partes interessadas da comunidade como grupos de direitos das mulheres, delegacias de polícia, escolas, instituições religiosas, meios de comunicação, outros projetos esportivos. Reflita sobre quem são os elos e líderes de opinião de uma determinada comunidade e formule estratégias sobre como envolver essas pessoas no seu trabalho.
  2. Identificar a comunidade: Seja específico sobre quem você está tentando engajar. Discuta dados demográficos, como idade, sexo e grupos sócio-econômicos. Quais são as áreas geográficas de foco? Qual a relação que esta comunidade tem com as participantes do seu projeto? Qual é o nível de conhecimento e conforto no tratamento dos direitos das meninas e violência baseada em gênero?
  3. Identificar coletivamente sucessos e barreiras vividos no passado: É possível que o trabalho de abordagem sobre a Violência Baseada em Gênero já tenha sido feito em sua comunidade-alvo. Se sim, aprenda com o passado. O que funcionou e o que falhou? Por quê? Envolva a liderança que trabalhou nos projetos passados para entender que esforços já foram feitos, aproveitar o trabalho já realizado e evitar cometer os mesmos erros.
  4. Criar um plano estratégico: Identifique seus objetivos e crie uma visão comum de maneira coletiva. Você está tentando mudar atitudes sobre Violência Baseada em Gênero? Quer obter mais suporte para o seu programa? Seja organizado e ativo sobre seu trabalho. Que campanhas, eventos ou ações você vai executar? Quantas vezes você vai dialogar diretamente com sua comunidade-alvo? Faça uma linha do tempo. Como você vai medir o impacto do seu trabalho? Não esqueça de incluir orçamento e atribuir papéis e responsabilidades.
    • Nota: Organizações que promovem mudança social de maneira bem-sucedida entendem a dinâmica de suas comunidades e buscam conhecer a comunidade onde estão. Em outras palavras, as organizações lançam desafios, provocam reflexão e rascunham mobilizações e campanhas com base no nível de interesse, conhecimento e compromisso de seu público. Nunca comprometa sua ética, mas pense em como você pode superar as diferenças entre a compreensão da comunidade e sua visão de mundo. 
  5. Iniciar Projetos Populares: Saia na comunidade e teste suas ideias! Lance uma campanha de sensibilização. Organize um torneio de Esporte que inclua informação sobre Violência Baseada em Gênero. Organize uma marcha, oficina ou desfile de rua. Peça às meninas para desenvolver um projeto de arte comunitária. Ofereça serviços educacionais e orientação sobre testagem para HIV. Envolva a mídia tradicional e meios de comunicação sociais para divulgar seus eventos. Use sua criatividade sem limites. (Veja abaixo algumas ideias específicas).
    • Nota: A mobilização comunitária desempenhada por sua organização pode atrair sobreviventes de Violência Baseada em Gênero que não fazem parte de seus projetos e que querem discutir seus casos. Esteja preparado(a) para encaminhar outras mulheres e meninas a serviços de apoio.
  6. Avaliar: Estabelecer um método de medição do seu progresso antes de iniciar qualquer campanha ou projeto ajuda você a saber se as ações foram bem-sucedidas ou não. Métodos de avaliação podem variar de ferramentas sofisticadas até indicadores informais e podem ser qualitativos, quantitativos ou uma mistura dos dois. Se você tem recursos e o compromisso de parceiros, liste a ajuda que você precisa de terceiros para conceber e executar um plano de impacto. A maioria dos programas esportivos usa métodos mais informais, tais como contagem de bilhetes vendidos para um evento ou visitas a um site na Internet. Peça às meninas para participarem durante as avaliações formais. A organização precisa dar a elas uma maneira de avaliar o programa e dar suas sugestões.
  7. Manter o Ritmo: Se algo funciona bem, mantenha a energia alta! Por exemplo, se você organizou um torneio de críquete para meninas em sua comunidade e o público foi alto, trabalhe para não deixar o debate morrer. Envie os resultados e principais conclusões à mídia. Peça às meninas para agradecer publicamente aos patrocinadores e participantes. Agende outro torneio ou evento de acompanhamento.  
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